O apetite natural no pensamento de Tomás de Aquino.
Na minha lista:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Artigo |
| Idioma: | português |
| Publicado em: |
2023.
|
| Assuntos: | |
| Tags: |
Sem tags, seja o primeiro a adicionar uma tag!
|
| Resumo: | Quando se fala de filosofia deve-se também falar da antropologia. De igual modo, quando se fala da pessoa humana, deve-se também falar da afetividade. Porém, quando se fala deste componente, geralmente tende-se a cair em dois extremos: o monismo (que reduz a pessoa humana apenas a esta componente, típica de todo o materialismo, sentimentalismo ou psicologismo) e o dualismo (especialmente o cartesiano, onde não se atribui qualquer importância à afetividade, considerando-a, assim, como uma componente que se opõe sempre à razão, ou seja, irracional). Já a concepção aristotélico-tomista oferece uma visão mais realista e válida com relação ao estudo da afetividade, pois a considera “não-racional” (ou seja, que não se origina na razão), devendo, por isso, ser integrada através da razão e da vontade (as duas faculdades espirituais da pessoa humana), para garantir a autorrealização da pessoa humana. Este artigo não pretende expor toda a visão de Tomás de Aquino sobre a afetividade – é sem dúvida um tema muito amplo –, mas optei por expor apenas a sua análise do apetite natural. A fim de atingir tal objetivo, inicialmente identificarei as limitações de Platão e Aristóteles com relação à sua concepção do desejo natural ou orexis. Posteriormente, analisarei os conceitos de exitus e reditus em Tomás de Aquino, com vistas a podermos, em seguida, compreender a sua noção de apetite natural, como a marca que Deus deixou impressa nas suas criaturas, para que elas possam, por sua vez, retornar a Ele, através do amor: Deus cria por amor e, através do amor, as suas criaturas podem retornar a Deus. Assim, quanto mais a criatura ama, mais perfeita ela se torna. No entanto, existe uma diferença entre o amor de Deus e o amor das criaturas, especialmente o amor da pessoa humana, que desenvolverei na parte final deste artigo. |
|---|---|
| Descrição Física: | p. 285-302 ; |
| ISSN: | 1981-9390 |