Herdeiros de Aristóteles : como cristãos, muçulmanos e judeus redescobriram o saber da antiguidade e iluminaram a Idade Média.

-д хадгалсан:
Номзүйн дэлгэрэнгүй
Үндсэн зохиолч: Rubenstein, Richard E., 1938-
Формат: Ном
Хэл сонгох:португал
англи
Хэвлэсэн: Rio de Janeiro : Rocco, 2005.
Нөхцлүүд:
Шошгууд: Шошго нэмэх
Шошго байхгүй, Энэхүү баримтыг шошголох эхний хүн болох!
Тодорхойлолт
Хураангуй:No prefácio de seu livro Herdeiros de Aristóteles, Rubenstein fala da "sucessão de surpresas" de que foi tomado quando se deparou com a história da revolução aristotélica ao pesquisar as causas dos conflitos religiosos. Ao longo das 248 páginas deste lançamento da Editora Rocco, o leitor também se perguntará como foi que a humanidade passou a acreditar na fábula da ignorância medieval. O pensamento científico do Ocidente se iniciou com a redescoberta dos escritos de Aristóteles e, embora a relação do pensamento aristotélico com o cristianismo tenha sido sempre muito tensa na Idade Média, as universidades mantidas pela igreja se opunham ao obscurantismo ignorante e lançavam as sementes do pensamento científico. Os papas e os estudiosos, na tentativa de conciliar a fé e a razão, proporcionaram os debates mais ricos da história ocidental, em lutas travadas entre as forças favoráveis ao saber de Aristóteles e as que a ele se opunham. Este é o tema deste livro, de leitura fluente e fundamental. Depois da queda do Império Romano, os manuscritos do filósofo grego Aristóteles, de notável abrangência, tornaram-se propriedade intelectual da próspera civilização árabe que se estendia da Pérsia até a Espanha, sendo traduzidos para o árabe e abrigados nas bibliotecas das universidades de Bagdá, Cairo, Toledo e Córdoba. A Espanha muçulmana – al Andalus – , tida como um paraíso dos eruditos, com universidades mantidas pelo poder público e bibliotecas bem supridas, conservou os originais e gerou obras de importantes comentaristas de Aristóteles. Em meados do século XII, quando os pensadores cristãos propunham questões sobre o mundo, sobre a razão e sobre Deus, os intérpretes árabes do filósofo tinham as respostas, mas elas precisavam ser traduzidas para o latim. O centro de tradução de Toledo, criado para este fim, atraiu estudiosos de categoria internacional e produziu versões latinas das obras aristotélicas de ética e política. Provença se especializou em traduzir textos árabes para o hebraico e, depois, para o latim, e Palermo se transformou no centro europeu para a tradução de antigos manuscritos gregos. A obra aristotélica, traduzida para o latim pelos europeus ocidentais, contando com a ajuda de seus principais intérpretes islâmicos e judaicos, revelou "uma coleção de documentos mantida nas trevas por mais de mil anos, que foi trazida à luz, e os efeitos dessa descoberta foram verdadeiramente revolucionários". Sob os auspícios da igreja católica, tudo o que dizia respeito ao conhecimento era objeto de discussões: a natureza da ciência; as estruturas básicas da mente e da matéria; a imortalidade da alma; os conflitos entre o bem e o mal; os valores morais. Numa verdadeira ansiedade de criar uma ordem intelectual e moral que pudesse organizar o mundo em transformação, duas correntes do pensamento e do sentimento se impunham, alimentando uma onda de devoção religiosa e uma grande ânsia de saber. A fé e a razão, como duas opositoras, produziam um confronto que transformou as universidades medievais em campos de batalha ideológicos. Em linguagem fluente, rica e, sobretudo, acessível, este livro nos apresenta notáveis personagens como Pedro Abelardo, Tomás de Aquino, Guilherme de Occam, Mestre Eckart, Roger Bacon, Duns Escoto e outros, em um cenário eloqüente e dramático, "milagroso ou diabólico, dependendo do ponto de vista de cada um". Dentre todos, Tomás de Aquino seria o herdeiro mais controvertido e perigosamente radical para os cristãos tradicionalistas, "destinado a se tornar o impulsionador da revolução aristotélica". Na modernidade, quando a ciência substituiu a religião como autoridade intelectual suprema, ficou confirmado o divórcio entre a fé e a razão. Neste cenário, Rubenstein propõe que, se a humanidade compreender o porquê desse divórcio, talvez haja possibilidade de uma reconciliação futura. E acrescenta que deve existir uma "região situada na área fronteiriça entre o pensamento religioso e o científico – a área que poderíamos chamar de ‘estudos humanos’". Se a humanidade é herdeira da dádiva do saber aristotélico, nada mais justo do que desejar que ela consiga se tornar mais feliz e realizada, uma vez que, "ao ler Aristóteles, perde-se a sensação de inferioridade ‘intrinsecamente humana’ que é inculcada pela maioria das antigas religiões e por muitas ciências modernas".
Биет тодорхойлолт:286 p. : il. ; 23 cm.
ISBN:853251930X
9788532519306